
O banco HSBC foi alvo de um ataque hacker na última sexta-feira (29) que pode ter resultado no roubo de cerca de R$ 400 milhões. A ação criminosa envolveu a invasão da provedora brasileira de serviços de tecnologia Sinqia, controlada pela Evertec.
O ataque foi confirmado pela Sinqia, mas a empresa não divulgou valores ou nomes em comunicado à imprensa. A companhia informou que “iniciou uma investigação para determinar a causa do incidente”. As informações foram divulgadas inicialmente pelo Neofeed.
“Estamos trabalhando com o apoio dos melhores especialistas forenses nisto. Já estamos em contato com clientes afetados, que compreendem um número limitado de instituições financeiras”, afirmou a Sinqia, de acordo com o Investing.
O episódio ocorreu após um ataque similar em julho contra a provedora de serviços de tecnologia C&M Software, que atende instituições financeiras sem infraestrutura de conectividade.
Ataque de cadeia de suprimentos
A publicação do Neofeed destacou que o estilo do ataque de sexta-feira “ao que tudo indica é bem similar ao caso da C&M e se vale de uma técnica conhecida como ataque de cadeia de suprimentos“, na qual os hackers não miraram diretamente um único banco, mas um provedor de sistemas que dá acesso a múltiplas instituições financeiras.
Segundo a Sinqia, o incidente limitou-se “apenas ao ambiente Pix. Não há evidências de atividade suspeita em nenhum outro sistema da Sinqia além do Pix, e esse problema afeta apenas a Sinqia no Brasil. Além disso, neste momento, não temos indicação de que quaisquer dados pessoais tenham sido comprometidos”.
BTG Pactual compra operação do HSBC Por quase R$ 1 bilhão
O BTG Pactual (BPAC11) anunciou nesta segunda-feira a entrada no Uruguai com a aquisição das operações do HSBC no país por US$175 milhões (R$973 milhões), ampliando a presença na América Latina e reforçando a posição de maior banco de investimento na região.
O banco afirmou que atuará nas áreas de varejo, crédito corporativo, banco de investimentos e gestão de fortunas, com oferta de produtos e serviços ao público que reside ou tem negócios no Uruguai e para empresas de todos os portes.
“É um movimento muito em linha com a nossa estratégia de crescente diversificação de receita para o resto da América Latina além do Brasil”, afirmou à Reuters o sócio Rodrigo Goes, responsável pela atuação do BTG nos demais países da região, que ficará à frente também da operação no Uruguai.