JPMorgan
JPMorgan / Foto: Divulgação

O JPMorgan registrou queda no lucro do quarto trimestre por causa de um efeito extraordinário ligado ao cartão da Apple. O banco apurou lucro de US$ 13 bilhões entre outubro e dezembro de 2025, o equivalente a US$ 4,63 por ação.

No mesmo período do ano anterior, o JPMorgan havia lucrado US$ 14 bilhões, ou US$ 4,81 por ação. O impacto decorre do acordo firmado com o Goldman Sachs para assumir a parceria de cartão de crédito da Apple.

No entanto, ao excluir esse efeito, o lucro trimestral teria subido para US$ 14,7 bilhões, ou US$ 5,23 por ação. Esse desempenho mais forte veio, sobretudo, do avanço das operações de trading do JPMorgan.

A receita da área de mercados cresceu 17% no trimestre. Enquanto isso, renda fixa avançou 7% e ações dispararam 40%. Segundo o CEO Jamie Dimon, a economia dos Estados Unidos segue resiliente, apesar de alguns sinais de desaceleração no mercado de trabalho.

Acordo entre JPMorgan e Apple

Além disso, ele afirmou que os consumidores continuam gastando e que as empresas, em geral, seguem saudáveis. No início deste mês, o JPMorgan e a Apple fecharam o acordo que tornou o banco o novo emissor do Apple Card.

Por causa da operação, o banco estimou uma provisão de US$ 2,2 bilhões para perdas com crédito no quarto trimestre. Ainda assim, o acordo deve reforçar a presença do JPMorgan no competitivo mercado de cartões de crédito.

A iniciativa também amplia o histórico de aquisições e parcerias estratégicas lideradas por Dimon. Com isso, o banco consolida sua posição tanto no varejo financeiro quanto no banco de investimentos.