Imagem realista de uma pessoa segurando um bilhete da Mega da Virada ao lado de pilhas de dinheiro em notas de 100 reais, simbolizando a chance de conquistar uma grande fortuna — assim como ocorre com investidores de bitcoin que sonham em enriquecer rapidamente. A cena remete à expectativa de ganhar R$ 1 bilhão, trazendo uma analogia clara com a valorização histórica do bitcoin e seu apelo entre apostadores e entusiastas de finanças. Ideal para matérias sobre sorteios, investimentos de alto risco, e comparações entre loteria e criptomoedas como o bitcoin.
Foto: gerada por IA

O prêmio de R$ 1 bilhão da Mega da Virada 2025, sorteado no dia 31 de dezembro, desperta a curiosidade além das apostas.

Se o valor fosse aplicado integralmente em produtos conservadores de renda fixa, poderia gerar rendimentos líquidos entre R$ 83 milhões e R$ 112 milhões ao longo de 2026, segundo simulação baseada em projeções oficiais e taxas praticadas atualmente no mercado.

Isso porque, o montante do prêmio mudou e atualizou após o concurso 2.954 da Mega-Sena terminar sem ganhadores das seis dezenas.

Dessa forma, diferentemente dos sorteios regulares, a Mega da Virada recebe uma parcela maior da arrecadação anual e não acumula após o sorteio final. Caso ninguém acerte os seis números, o valor é distribuído entre os apostadores com mais acertos.

Premissas usadas na simulação da Mega da Virada

A simulação considera a aplicação integral de R$ 1 bilhão durante todo o ano de 2026, sem resgates intermediários, em produtos de baixo risco. Portanto, as principais premissas adotadas foram:

  • Selic média de 13,6% em 2026, calculada a partir das projeções do boletim Focus do Banco Central e da expectativa de início do ciclo de cortes em abril pelo Copom, segundo contratos negociados na B3
  • Inflação (IPCA) de 4,06%, estimativa mediana do boletim Focus
  • CDB pós-fixado a 100% do CDI, com alíquota mínima de 15% de Imposto de Renda para aplicações acima de 720 dias
  • LCI e LCA a 85% do CDI, isentas de Imposto de Renda, rendimento equivalente ao líquido de um CDB a 100% do CDI
  • Título prefixado com taxa de 13,30% ao ano, conforme o papel mais curto do Tesouro Direto
  • Tesouro IPCA+ com taxa real de 7,82% ao ano
  • Poupança com rendimento de 0,5% ao mês + TR média de 0,17%

Quanto R$ 1 bilhão renderia em renda fixa em 2026

Com essas premissas, os rendimentos líquidos estimados para um ano seriam os seguintes:

  • Poupança: R$ 83.804.499
  • LCI / LCA pós-fixada (85% do CDI): R$ 112.349.899
  • CDB pós-fixado (100% do CDI): R$ 105.721.466
  • CDB prefixado (13,13% ao ano): R$ 102.827.383
  • Tesouro IPCA+ (IPCA + 7,82%): R$ 95.532.614

O que explica a diferença entre os rendimentos

A simulação mostra que produtos isentos de Imposto de Renda, como LCI e LCA, tendem a apresentar o maior retorno líquido em um cenário de juros elevados. Por outro lado, a poupança, apesar da segurança e simplicidade, aparece como a opção com menor rendimento real.

Os títulos atrelados ao IPCA oferecem proteção contra a inflação, enquanto os prefixados travam a taxa atual, o que pode ser vantajoso ou não a depender da trajetória dos juros ao longo do ano.

Embora se trate de um exercício hipotético, os números ajudam a dimensionar o potencial financeiro do maior prêmio da história das loterias brasileiras — e mostram como decisões de alocação fazem diferença mesmo em estratégias conservadoras.