OI (OIBR3): investidores querem evitar perdas no segundo RJ

Na primeira recuperação judicial os investidores sofreram um deságio de 50% sobre o valor nominal dos papéis

Um grupo de aproximadamente 200 pequenos investidores italianos, que adquiriram títulos da antiga Portugal Telecom (PT) em 2015, busca evitar novas perdas na segunda recuperação judicial da Oi (OIBR3). A operadora brasileira se uniu à Portugal Telecom em 2013. As informações são do Valor Investe.

Na primeira recuperação judicial da companhia, finalizada em dezembro, os investidores sofreram um deságio de 50% sobre o valor nominal dos papéis, resultando em um montante de US$ 15 milhões a serem pagos a partir de 2024. Agora, esses investidores estão buscando proteger seus investimentos na segunda recuperação judicial.

No mês de junho, o grupo de investidores italianos enviou vários e-mails individuais ao juiz encarregado do processo  na época e ao escritório de advocacia Wald Advogados, um dos administradores judiciais envolvidos no caso. Nesses e-mails, eles argumentaram que os créditos detidos por eles não deveriam ser agrupados com os de “investidores profissionais”.

Quando os títulos da Portugal Telecom foram oferecidos no mercado europeu, a operadora Portugal Telecom era uma companhia com o chamado “grau de investimento”, ou seja, com baixo risco de inadimplência, recorda um dos coordenadores do grupo, sob condição de anonimato.

“Na Itália, esses títulos estavam disponíveis também para pequenos investidores [e não apenas para investidores institucionais]”, contou a fonte ao Valor. “Somos pessoas comuns. Não somos bancos nem fundos de investimento.”.

 

Na primeira recuperação judicial da Oi, finalizada em dezembro do ano passado, os detentores de bônus com créditos de até US$ 750 mil sofreram um desconto de 50% sobre o valor nominal. A outra metade dos créditos seria paga em 12 parcelas semestrais até dezembro de 2030. O pagamento dessas parcelas teria início em 2024, após um período de carência de seis anos.

Oi (OIBR3) conclui venda bilionária para Highline mas não alivia RJ; entenda

A Oi (OIBR3) comunicou ao mercado, na manhã desta quarta-feira (12),  a conclusão da venda das torres de telefonia para a Highline do Brasil. A transação, que foi confirmada em agosto do ano passado, está avaliada em cerca de R$ 1,7 bilhão. 

Nesse sentido, a venda da Oi compreende um conjunto de 8 mil torres utilizadas na telefonia fixa, entre outros serviços de telecomunicações. Vale recordar que, em 2020, a Highline havia arrematado as torres de redes móveis da Oi por R$ 1,1 bilhão e, dois anos depois, comprou um conjunto de sites (pontos que reúnem as torres e antenas da Algar Telecom), cujo valor não foi divulgado.