Após reportagem

Petrobras esclarece mercado sobre participação na Braskem

Os bancos e a Petrobras estariam negociando um acordo de acionistas da Braskem, depois de uma decisão de alocar a futura participação na petroquímica em um fundo

Petrobras
Foto: Petrobras/Reprodução

A Petrobras (PETR4) ainda não tomou uma decisão sobre sua participação na Braskem (BRKM5), como afirmou a petroleira nesta quarta-feira (26) em resposta a reportagem do “Valor” sobre um movimento de bancos credores da companhia. Esses bancos detém ações da Petrobras como garantia e dívidas de R$ 15 bilhões.

Os bancos e a Petrobras estariam negociando um acordo de acionistas da Braskem, depois de uma decisão de alocar a futura participação na petroquímica em um fundo, de acordo com o “Valor”.

Mas a petroleira afirmou que fez due dilligence na Braskem para eventual exercício de “tag along” ou direito de preferência, no caso de alienação das ações detidas pela Novonor na Braskem.

Antes dos esclarecimentos da Petrobras, o Bradesco BBI afirmou que não esperava uma alteração na estratégia da Braskem em decorrência da criação desse fundo. No momento, a empresa foca em ser mais enxuta e sobreviver à baixa do mercado.

“Também não esperamos que os bancos vendam suas ações tão cedo, dado o preço deprimido, e não vemos a Petrobras interessada em comprar a Braskem por enquanto, dada a alta alavancagem da empresa. Qualquer potencial M&A (fusões e aquisições) dependeria muito de melhores margens, para as quais atualmente há visibilidade limitada”, disse o banco.

As ações da Braskem estão em alta. Por volta das 14h50 (horário de Brasília), os papeis estavam em alta de 13,59%, cotados a R$ 12,20.

Petrobras (PETR4): funcionários aprovam greve em 26 de março

Funcionários da Petrobras (PETR4) aprovaram uma greve de 24 horas no dia 26 de março, como informou a FUP (Federação Única dos Petroleiros). Trata-se de uma greve de advertência, com o objetivo de defender o teletrabalho, além de outras demandas trabalhistas.

Os funcionários querem pressionar a empresa a negociar condições de trabalho, inclusive o regime de teletrabalho, com base em um acordo coletivo. Em comunicado, a FUP expressou que a greve responde à postura da gestão da Petrobras, que estaria dificultando negociações com sindicatos.

O principal descontentamento dos trabalhadores está relacionado à tentativa de mudança do regime de trabalho das áreas administrativas e escritórios, que hoje operam com dois dias de trabalho presencial por semana, mas que devem passar a ser três dias a partir de 7 de abril.

Porém, a FUP afirma que não houve aprovação prévia dos sindicatos para a mudança. Os impactos da greve devem ser minimizados pelas equipes de contingência da Petrobras, que atuam durante paralizações de curta duração.

Segundo a FUP, a greve de um dia é considerada um movimento de pressão para assegurar que as negociações sobre o teletrabalho e outras pautas continuem no processo de diálogo coletivo.