prio3
PRIO (PRIO3) (Foto: Divulgação)

As ações da PRIO3 operam em forte queda nesta segunda-feira (5), em um pregão marcado por aumento da aversão ao risco no mercado brasileiro.

O movimento ganhou tração após o ataque dos EUA à Venezuela e a prisão do presidente Nicolás Maduro, no sábado (3), episódio que reacendeu alertas sobre instabilidade política e impactos no setor de energia.

Por volta das 14h (horário de Brasília), os papéis da Prio (PRIO3) recuavam 2,32%, negociados a R$ 40,79. A leitura do mercado é de cautela: em cenários de tensão internacional, investidores tendem a reduzir exposição a ativos ligados a commodities, mesmo quando o preço do petróleo sobe.

PRIO3 hoje: tensão externa pressiona ações

A queda da PRIO3 acontece em meio a um movimento mais amplo de realização no setor de óleo e gás.

Ainda assim, o desempenho da companhia chama atenção por refletir menos fatores operacionais e mais o humor global dos mercados. Gestores avaliam que o aumento do risco geopolítico eleva a volatilidade e provoca ajustes rápidos nas carteiras.

Petrobras e outras petroleiras acompanham movimento

O sentimento negativo não ficou restrito à PRIO3. As ações da Petrobras também operavam em baixa. Os papéis ordinários (PETR3) caíam 2,20%, a R$ 31,59, enquanto os preferenciais (PETR4) recuavam 2,31%, a R$ 30,00.

Outras empresas do setor seguiram a mesma direção. A PetroReconcavo (RECV3) registrava baixa de 0,82%, cotada a R$ 10,92, enquanto a Brava Energia (BRAV3) tinha a maior desvalorização do grupo, com queda de 6,12%, a R$ 15,65.

Petróleo Brent sobe, mas não sustenta PRIO3

Apesar do ambiente negativo para as ações, o petróleo avançava no mercado internacional. O barril do tipo Brent subia 1,38%, negociado a US$ 61,59. Ainda assim, a alta da commodity não foi suficiente para segurar a PRIO3 na B3, evidenciando que, no curto prazo, o risco político fala mais alto do que o preço do petróleo.

Em momentos como este, o investidor observa menos os fundamentos individuais e mais o cenário global. Por isso, a PRIO3 acaba refletindo o ajuste geral de risco, e não uma mudança estrutural na companhia.

O que o investidor deve acompanhar

Nos próximos pregões, o mercado seguirá atento aos desdobramentos diplomáticos envolvendo Venezuela e EUA, além de possíveis oscilações adicionais no petróleo Brent. Para quem acompanha a PRIO3, a palavra-chave segue sendo volatilidade.

Avaliar o horizonte de investimento e manter disciplina na gestão de risco será essencial enquanto o noticiário internacional continuar ditando o ritmo do setor.