A Rodovias do Tietê conclui o processo de recuperação judicial que envolveu uma dívida de quase R$ 2 bilhões nesta quarta-feira (26). Na terça-feira (25), as debêntures da concessionária foram convertidas em ações, o que transformou os credores em controladores e corresponde à última etapa do plano de recuperação judicial.
Após a conversão, a gestora brasileira Journey Capital e o family office chileno Megeve passam a ser os maiores acionistas da companhia, cada um com aproximadamente 30% do capital. As informações são do “Brazil Journal”.
No plano de recuperação judicial, os antigos controladores, Via Appia e a portuguesa Líneas, fizeram um acordo de vender suas ações por R$ 1 em troca da conversão das dabêntures em equity.
A operação foi colocada em prática a partir de um FIP (Fundo de Investimento em Participações) que vai deter todas as ações.
Com isso, os debenturistas tiveram as opções de converter suas debêntures em ações, converter as debêntures em ações em uma relação de troca melhor, mas também injetando capital na empresa; ou trocar a debênture por uma outra dabênture participativa que vai funcionar quase como equity, ficando com uma parcela da distribuição de resultado da empresa.
A maior parte dos debenturistas (52%) escolheu a terceira opção e outros 43% escolheram a segunda. Apenas 5% optaram pela primeira.
Conclusão da recuperação judicial da Rodovias do Tietê dá início a uma segunda etapa
O managing partner da Journey Capital, Rogê Rosolini, disse ao “Brazil Journal” que a conclusão da recuperação judicial permite o início de uma segunda etapa, de busca pela monetização dos ativos, com a venda da participação no mercado de capitais ou para algum investidor estratégico.
Para Rosolini, a Rodovias do Tietê pode ser interessante para vários players, desde os mais óbvios, como CCR, Ecorodovias e AB Colinas até candidatos menores. Segundo ele, todos são candidatos potenciais, já que a companhia representa uma rodovia sozinha em um mercado em que todos os operadores contruíram clusters geográficos.