
Doze milhões de brasileiros devem receber valores em dinheiro após a falência do Will Bank, instituição financeira que entrou em processo de liquidação.
Doze milhões de brasileiros devem receber valores em dinheiro após a falência do Will Bank, instituição financeira que entrou em processo de liquidação.
Com o encerramento das operações, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) acionará o mecanismo de devolução de recursos a clientes que mantinham depósitos e investimentos no banco, em um movimento que pode alcançar bilhões de reais.
Como funciona o reembolso aos clientes do Will Bank
De acordo com o FGC, a estimativa é de que o fundo pague aproximadamente R$ 6,3 bilhões a pessoas físicas e jurídicas.
O Will Bank possuía cerca de 12 milhões de clientes ativos. Além disso, produtos como contas, cartões, empréstimos e aplicações financeiras, que movimentaram R$ 7,5 bilhões no ano anterior.
A garantia do FGC cobre clientes que contrataram produtos elegíveis até 30 de agosto de 2024, data em que o Banco Master adquiriu o Will Bank. A partir desse marco, o sistema consolida os valores por CPF ou CNPJ, respeitando o limite máximo de R$ 250 mil por pessoa dentro do mesmo conglomerado financeiro.
Isso significa que clientes que já receberam o teto de R$ 250 mil em liquidações anteriores envolvendo Banco Master, Banco Master de Investimento ou Letsbank não terão novos valores a receber, já que as instituições fazem parte do mesmo grupo. Caso o saldo ultrapasse o limite garantido, o valor excedente entra no processo de falência.
O FGC não possui prazo legal fixo para iniciar os depósitos, mas experiências recentes indicam que os pagamentos costumam começar entre 30 e 60 dias após a liquidação. A garantia cobre produtos como conta corrente, poupança, CDB, LCI e LCA.
Para receber, pessoas físicas fazem o processo pelo aplicativo do FGC, enquanto empresas utilizam o site.
Após a assinatura, o pagamento ocorre na conta do beneficiário.