
O Mercado Livre seguiu como o site de e-commerce mais acessado do Brasil em 2025, mas ao mesmo tempo viu a Amazon encurtar a distância. Essa proximidade não acontecia há anos.
A companhia de Jeff Bezos, a Amazon, ampliou sua parte de tráfego de 24,7% para 30,3%, enquanto o Meli terminou novembro com 31,9%.
Em números absolutos, em novembro foram:
Mercado Livre: 283 milhões de visitas;
Amazon: 269 milhões de visitas.
No entanto, não foi por acaso. No 2° semestre de 2025, a Amazon decidiu atacar custo e logística ao zerar temporariamente aos vendedores as taxas do modelo fulfillment, em que a própria plataforma cuida de estoque, envio e devoluções.
Além disso, passou a reforçar sua infraestrutura no país e ampliar em 20% a oferta de produtos importados de baixo custo.
Por que isso é importante?
Hoje, o Mercado Livre é referência no e-commerce brasileiro justamente por controlar a experiência inteira de compra, com modelos como as entregas expressas, que encurtam prazos e aumentam a fidelidade do consumidor.
Com isso, a Amazon anunciou recentemente investimentos para acelerar suas próprias entregas expressas e se aproximar desse padrão.
Por fim, a leitura de analistas é que a ofensiva faz parte de um plano maior da empresa: investir cerca de US$ 25 bilhões no Brasil ao longo de três a cinco anos.