AZUL4
(Foto: Reprodução/Agência Brasil)

A Azul anunciou nesta quarta-feira (21) a aprovação de um plano de negócios atualizado que prevê a antecipação da saída do Chapter 11. Novos investimentos financeiros e ajustes operacionais apoiam o movimento, e a companhia espera concluir a reestruturação já em fevereiro.

Segundo a Azul, o plano mantém a projeção de que a empresa deixará o Chapter 11 em uma situação financeira significativamente mais sólida. Isso com redução do endividamento total, ajustes nos pagamentos de arrendamento de aeronaves e alav

O novo plano inclui desenvolvimentos que reduzem os riscos da reestruturação. Como acordos com fabricantes de aeronaves (OEMs) para melhorar o cronograma de entregas e negociações com bancos locais, com condições comerciais mais favoráveis. A Azul também considerou os resultados operacionais até novembro de 2025 e o acordo com o Comitê de Credores Quirografários no âmbito do Chapter 11.

Além disso, credores e stakeholders concordaram em realizar um aporte adicional de US$ 100 milhões (R$ 538 milhões). Com isso, a Azul eleva o volume total de recursos de US$ 850 milhões para US$ 950 milhões. Incluindo o novo investimento, uma garantia de subscrição de US$ 650 milhões na oferta pública de saída do Chapter 11 e US$ 200 milhões de investidores estratégicos.

Oferta pública de ações e diluição acionária

A Azul também anunciou que realizará uma nova oferta pública de ações, registrada automaticamente na CVM, para captar até US$ 950 milhões. A Azul emitirá os papéis com desconto de 30% em relação ao valor definido no plano do Chapter 11, o que diluirá aproximadamente 80% da base acionária atual.

Na saída da recuperação judicial, a empresa estima uma alavancagem líquida pro forma de 2,5 vezes o Ebitda e uma liquidez ajustada de US$ 811 milhões. Para 2029, a projeção é de alavancagem líquida de 1 vez e liquidez disponível de cerca de US$ 1,96 bilhão.

No campo societário, o conselho de administração aprovou, em janeiro, emissões de ações decorrentes do exercício de bônus de subscrição e da conversão obrigatória de debêntures. Elevando o capital social da companhia para R$ 16,77 bilhões, dividido em aproximadamente 694 trilhões de ações ordinárias, após a conversão das ações preferenciais.