
O Bradesco encerrou o quarto trimestre de 2025 com lucro líquido recorrente de R$ 6,5 bilhões. O resultado reforça a trajetória de recuperação ao longo do ano. O balanço foi divulgado nesta quinta-feira (5).
O desempenho refletiu melhora na rentabilidade, avanço do crédito e controle das despesas. Mesmo com juros elevados e maior seletividade na concessão, o banco mostrou evolução operacional.
No período, o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) alcançou 15,2%. O indicador sinaliza avanço em relação aos trimestres anteriores.
Receitas crescem e margem financeira se mantém sólida
As receitas totais somaram R$ 36,1 bilhões no trimestre. Já a margem financeira líquida atingiu R$ 10,4 bilhões. No acumulado, a margem financeira líquida chegou a R$ 19,2 bilhões.
O resultado foi sustentado pelo mix da carteira de crédito e pelo patamar ainda elevado da taxa básica de juros. Mesmo em um ambiente desafiador, o Bradesco preservou sua capacidade de geração de resultado financeiro.
Crédito avança, mas inadimplência segue no radar
A carteira de crédito expandida alcançou R$ 1,089 trilhão ao fim de dezembro. O crescimento ocorreu de forma gradual, com foco em segmentos de melhor perfil de risco.
Por outro lado, a inadimplência acima de 90 dias ficou em 4,1%. O nível ainda pressiona os resultados. O custo de crédito somou R$ 8,8 bilhões no trimestre, refletindo o reforço das provisões.
Como fator de compensação, a receita com recuperação de crédito totalizou R$ 1,231 bilhão. O valor ajudou a mitigar parte do impacto das provisões no lucro.
Controle de despesas contribui para o resultado
As despesas operacionais ficaram em R$ 16,958 bilhões. O número mostra disciplina na gestão de custos, mesmo com inflação e investimentos em tecnologia e digitalização.
Esse controle foi um dos principais fatores para a melhora do lucro recorrente no trimestre.
Bradesco Seguros sustenta alta rentabilidade
A área de seguros voltou a se destacar. A Bradesco Seguros registrou lucro líquido recorrente de R$ 2,8 bilhões no quarto trimestre.
O ROE da divisão chegou a 24,3%, patamar elevado para o setor. O faturamento somou R$ 29,7 bilhões, enquanto o índice de sinistralidade ficou em 74,3%, considerado controlado diante dos custos médicos e de eventos climáticos.