A pesquisa anual realizada pela Swile, em parceria com a Leme Consultoria, abrangeu cerca de 800 empresas em todo o Brasil e revelou que 56% dos trabalhadores brasileiros valorizam a flexibilidade em seus pacotes de benefícios corporativos.
Em resposta a essa demanda, o percentual de empresas que oferecem benefícios flexíveis aumentou de 26% para 39% nos últimos três anos. Julio Brito, gerente geral da Swile no Brasil, afirmou que “há um aumento considerável da adoção de benefícios flexíveis por parte das organizações”.
Além disso, a pesquisa destacou um crescimento de quase 10% na oferta de assistência psicológica, indicando o reconhecimento da saúde mental como um pilar estratégico. Houve também um aumento de 80% nos últimos três anos em descontos para academias, refletindo a preocupação com o bem-estar físico dos funcionários.
Mudanças no horizonte
Essas mudanças demonstram que o mercado de benefícios está evoluindo para atender às demandas de bem-estar, produtividade e retenção de talentos. As informações foram apuradas pelo portal Bloomberg Linea.
A pesquisa também indicou que, nos últimos seis meses, quase 40% dos brasileiros entrevistados relataram um aumento na flexibilidade em relação ao horário de trabalho, superando a média global de 27%.
Além disso, mais de um terço (37%) afirmou ter maior flexibilidade quanto ao local de trabalho, também acima da média global de 27%. Essa busca por equilíbrio e qualidade de vida tem levado as empresas a adaptarem suas políticas, seja com horários flexíveis, locais de trabalho alternativos ou transformações no uso do escritório para encontros presenciais.
Para Nicolas Batista, diretor comercial da Swile e um executivo com experiência anterior no segmento de benefícios, a evolução do mercado tem sido acelerada, citando dados da fatia dos novos players. “Trata-se de um mercado consolidado, e não uma ‘moda’ como chegou a ser classificado.” “Quando projetamos 2026, a estimativa é que de 35% a 40% do novo mercado já estará no chamado arranjo aberto do mundo de flexibilidade”, disse Batista à Bloomberg Línea