Maduro e trump
Foto : JUAN BARRETO / AFP / CP -

O cenário político da América Latina entrou em estado de alerta máximo na madrugada deste sábado (3). I

sso porque, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou publicamente que forças americanas realizaram uma operação militar “de larga escala” na Venezuela. Ainda de acordo com ele, além do bombardeio, os EUA teriam capturaram o presidente Nicolás Maduro.

De acordo com Trump, a ação incluiu ataques coordenados e a retirada aérea de Maduro e de sua esposa do território venezuelano.

A declaração foi feita em uma publicação em rede social, poucas horas após moradores relatarem explosões e sobrevoos de aeronaves militares em Caracas.

Explosões em Caracas e apagão ampliam clima de instabilidade

As explosões começaram por volta das 2h no horário local, causando interrupções no fornecimento de energia elétrica em parte da capital.

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram clarões no céu e movimentação aérea intensa durante a madrugada. Elas reforçam a percepção de uma ação militar em curso.

Além de Caracas, o governo venezuelano informou que ataques também teriam ocorrido nos estados de Miranda, La Guaira e Aragua, regiões estratégicas por concentrarem importantes bases militares do país.

Foto de um incêndio no Forte Tiuna, o maior complexo militar da Venezuela, após uma série de explosões em Caracas em 3 de janeiro de 2026. Fortes explosões, acompanhadas por sons que se assemelham ao sobrevoo de aeronaves, foram ouvidas em Caracas por volta das 2h00 (06h00 GMT) do dia 3 de janeiro, informou um jornalista da AFP. As explosões ocorrem no momento em que o presidente dos EUA, Donald Trump, que mobilizou uma força-tarefa naval para o Caribe, levantou a possibilidade de ataques terrestres contra a Venezuela. (Foto de Luis JAIMES / AFP) - (crédito: AFP)
Foto de Luis JAIMES / AFP) – (crédito: AFP)

Governo venezuelano questiona versão e pede prova de vida

Apesar das declarações do presidente americano, autoridades venezuelanas afirmam não ter confirmação oficial sobre o paradeiro de Maduro.

Sendo assim, em entrevista, a vice-presidente Delcy Rodríguez declarou que o governo desconhece o local onde o presidente estaria e exigiu uma prova de vida.

Em resposta aos ataques, a administração venezuelana decretou estado de emergência e classificou a operação como um “ato de agressão imperialista extremamente grave”, com potencial de desestabilizar não apenas o país, mas toda a região.

Petróleo e recursos estratégicos entram no centro do conflito

Em comunicado oficial, o governo de Maduro afirmou que o objetivo central da ofensiva seria assumir o controle de ativos estratégicos da Venezuela, especialmente suas reservas de petróleo e minerais.

Dessa forma, a nota também convoca a comunidade internacional a denunciar o que considera uma violação direta do direito internacional.

Além disso, a Venezuela possui uma das maiores reservas de petróleo do mundo, fator que historicamente coloca o país no centro de disputas geopolíticas e pressões econômicas externas.

Tensão internacional e impacto geopolítico no radar

A declaração de Trump e a resposta imediata do governo venezuelano elevam o nível de incerteza no cenário internacional.

Analistas acompanham com atenção os desdobramentos do episódio, que pode gerar efeitos relevantes sobre o mercado de energia, relações diplomáticas e a estabilidade política na América Latina.

Em suma, até o momento, não houve confirmação independente sobre a captura de Maduro, e o episódio segue cercado de versões conflitantes e forte repercussão global.