Veja o resumo da noticia
- Ibovespa abre estável enquanto dólar comercial aprofunda perdas, investidores aguardam decisões de política monetária do Federal Reserve e Banco Central.
- Balanços corporativos positivos no exterior impulsionam mercados globais, com destaque para o setor de tecnologia e expectativa por Meta e Tesla.
- Vale divulga aumento na produção de minério de ferro e Tesouro Nacional apresenta dados da dívida pública e Plano Anual de Financiamento.
- Mercado aguarda decisão do Federal Reserve em meio a ruídos políticos envolvendo Jerome Powell e possíveis mudanças na diretoria.
- Banco Central deve manter Selic em 15%, com foco nas sinalizações sobre o início do ciclo de cortes em um cenário fiscal desafiador.

O Ibovespa, principal índice da B3, abriu esta quarta-feira (28) praticamente estável, com leve alta de 0,01%, aos 181.944,41 pontos. Ao mesmo tempo, o dólar comercial aprofundou as perdas e renovou a mínima do dia às 10h, com queda de 0,55%, cotado a R$ 5,177. Os investidores operam em compasso de espera, diante da proximidade das decisões de política monetária do Federal Reserve e do Banco Central.
Além disso, balanços corporativos positivos no exterior ajudam a sustentar o humor dos mercados globais. As bolsas internacionais seguem próximas de máximas históricas.
Bolsas globais sobem com balanços e expectativa por big techs
No cenário internacional, as ações avançam, principalmente, após resultados corporativos acima do esperado. A ASML, maior fornecedora mundial de equipamentos para fabricação de chips, divulgou pedidos mais fortes no quarto trimestre. Assim, o dado reforçou a percepção de resiliência do setor de tecnologia.
Enquanto isso, após o fechamento dos mercados, investidores aguardam os números de Meta e Tesla. Esses balanços podem influenciar o apetite ao risco nos próximos pregões.
Vale divulga produção e Tesouro apresenta dados fiscais
No Brasil, a Vale (VALE3) informou na terça-feira produção de 336,1 milhões de toneladas de minério de ferro em 2025, alta de 2,6% em relação a 2024. O dado repercute no mercado em um dia de agenda doméstica carregada.
Mais tarde, às 14h30, o Tesouro Nacional divulga os dados da dívida pública de dezembro e do ano de 2025. Além disso, o órgão apresenta o Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2026, que detalha a estratégia de emissões e gestão da dívida.
No campo político, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa, pela manhã, do Fórum Econômico Internacional da América Latina. Em seguida, ele se reúne com o presidente do Panamá, José Raúl Mulino.
Fed decide juros sob ruído político
O Federal Reserve divulga sua decisão às 16h (horário de Brasília). O consenso do mercado aponta para manutenção da taxa de juros. Ainda assim, a reunião ocorre sob forte ruído político nos Estados Unidos.
O governo do presidente Donald Trump conduz uma investigação criminal envolvendo o chair do Fed, Jerome Powell. Além disso, há pressões para afastar a diretora Lisa Cook e expectativa pela nomeação de um sucessor para Powell, cujo mandato termina em maio.
Diante desse cenário, o mercado tende a reagir menos à decisão em si. O foco recai sobre o tom da comunicação de Powell e suas sinalizações sobre os próximos passos da política monetária.
BC também deve manter Selic em 15%
No Brasil, o Banco Central divulga seu comunicado ao fim do dia. A expectativa majoritária indica manutenção da Selic em 15%. Porém, as atenções se voltam às pistas sobre o início do ciclo de cortes, em meio a uma inflação ainda resistente e a um cenário fiscal desafiador.
Dólar segue pressionado no exterior e no Brasil
Após atingir o menor nível desde 2022 na sessão anterior, o dólar segue pressionado no exterior. Por volta das 9h40, o índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana frente a uma cesta de divisas fortes, recuava 0,09%, aos 96,12 pontos.
A moeda americana acumula quatro sessões consecutivas de queda. Esse movimento ocorre, sobretudo, em meio ao debate sobre um possível debasement trade e às especulações sobre uma intervenção conjunta dos governos dos Estados Unidos e do Japão no câmbio do iene.