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Inovação

Empresa investe R$ 78 mi para dar vida a mamute

Redação BP Moneyem 13 de setembro de 2021 21:17
  • A Colossal acredita que, com a volta dos mamutes, a tundra pode retornar a sua vegetação original, se assemelhando mais a pastos
  • Os cientistas da companhia afirmaram que os mamutes podem ajudar a combater o avanço das mudanças climáticas, pois "dando vida às pradarias do Ártico" haveria uma maior captura de dióxido de carbono
  • Segundo a Colossal, os elefantes asiáticos possuem um DNA 99,6% parecido com os dos seus ancestrais, os mamutes

A empresa de biociência e genética, Colossal, anunciou o investimento de US$ 15 milhões (R$ 78 milhões na cotação atual) para tentar dar vida ao mamute-lanoso no qual já foi extinto há mais de 10 mil anos. A companhia informou nesta segunda-feira (13) que não pretende fazer cópias exatas do animal, mas que pode adaptá-lo com o DNA de elefantes asiáticos.

"Embora o mamute-lanoso não esteja vivo andando pelas tundra, o código genético do animal está quase 100% vivo nos elefantes asiáticos de hoje. Precisamente, os dois mamíferos compartilham uma composição de DNA 99,6% semelhante", defendem os cientistas.

Segundo a Colossal, o “retorno” dos mamutes pode ajudar a combater o avanço das mudanças climáticas trazendo de volta a vegetação original das tundras, bioma típico de regiões bastante frias como Sibéria e norte do Canadá, que mais se assemelham a um pasto, do que o que é atualmente, coberto por musgos.

O mamute-lanoso modificado poderia “dar nova vida às pradarias do Ártico”, que, de acordo com a empresa, capturam dióxido de carbono e eliminam metano, dois gases do efeito estufa.

Repercussão 

A empresa de biotecnologia conseguiu levantar US$ 15 milhões em fundos privados para alcançar seu objetivo, recebido com desconfiança por alguns especialistas. “Muitos problemas surgirão desse processo”, antecipou a bióloga Beth Shapiro ao New York Times.

“Isso não é uma desextinção. Nunca mais haverá mamutes na Terra. Se funcionar, será um elefante quimérico, um organismo totalmente novo, sintético e geneticamente modificado”, tuitou Tori Herridge, bióloga e paleontóloga do Museu de História Natural de Londres.

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