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O ano de 2026 começou e a sensação é a mesma: contas acumuladas, impostos chegando e o dinheiro acaba antes do mês. Segundo Hugo Garbe, professor de Ciências Econômicas da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), janeiro é o momento ideal para organizar o planejamento financeiro.

É importante entender o próprio orçamento: quanto se ganha, quanto se gasta e com o quê.

Além disso, o endividamento precisa de atenção. Muitas famílias ainda carregam dívidas do cartão de crédito e de empréstimos. “Renegociar, priorizar a quitação e evitar novas contas caras deve ser uma meta desde já”, alerta Garbe.

Mesmo com algum alívio na inflação, o custo de vida continua alto, principalmente em saúde, educação e serviços. O mercado de trabalho segue instável, exigindo atualização constante e proteção da renda.

Ter uma reserva de emergência deixou de ser luxo. “Ela é uma condição mínima de segurança financeira. Ajuda a evitar empréstimos caros e atrasos em compromissos essenciais”, destaca o professor.

Planejar também significa definir prioridades e objetivos realistas. Não dá para fazer tudo ao mesmo tempo. Comprar, investir, viajar e poupar exige escolhas. “Um bom planejamento organiza prioridades, sem eliminar desejos”, explica Garbe.

Ainda há tempo: quanto antes você se organiza, melhor será o resto do ano. “O planejamento não nasce da sobra, mas da organização. Ainda dá tempo de corrigir rotas, reduzir riscos e ter um 2026 mais equilibrado”, conclui Garbe.