Combate a golpes

BC altera mecanismo de devolução do Pix

Nova funcionalidade tem como objetivo coibir fraudes financeiras.

Foto: PIx/CanvaPro
Foto: PIx/CanvaPro

O BC (Banco Central ) publicou nesta quinta-feira (28) alterações no Regulamento do Pix para aprimorar o Mecanismo Especial de Devolução (MED), sistema que permite a devolução do dinheiro para vítimas de fraudes, golpes e coerção.

Atualmente, a devolução dos recursos é feita apenas a partir da conta originalmente utilizada na fraude, mas os recursos normalmente são retirados rapidamente da conta original e enviados para outras pelos fraudadores. Assim, quando o cliente faz a reclamação, é comum que essa conta já não possua fundos para viabilizar a devolução.

Segundo o BC, o MED, com as novas alterações, vai identificar possíveis caminhos dos recursos. ​Essa identificação vai ser compartilhada com os participantes envolvidos nas transações e permitirá a devolução de recursos em até 11 dias após a contestação.

A instituição espera que essa medida aumente a identificação de contas usadas para fraudes e a devolução de recursos, combatendo golpes. O compartilhamento dessas informações impedirá ainda o uso dessas contas para novas fraudes.

Nova funcionalidade estará disponível para uso facultativo a partir de 23 de novembro. A partir de 2 de fevereiro de 2026, a funcionalidade será obrigatória.

Em 1º de outubro, todos os bancos que oferecem Pix irão disponibilizar, em seus respectivos aplicativos, um canal de autoatendimento para que uma transação possa ser facilmente contestada, sem a necessidade de interação humana. Esse será o canal por meio do qual o usuário deve solicitar a devolução dos valores extraídos por meio de fraude. O objetivo é agilizar o processo de devolução do dinheiro para as vítimas.

Galípolo destaca inovação no BC e diz que Pix aumentou bancarização

O presidente do BC (Banco Central)Gabriel Galípolo, afirmou nesta quarta-feira (6) que a autarquia segue dando “continuidade ao trabalho de inovação”. Contudo, destacou que, por natureza, a instituição é conservadora, o que torna o processo mais desafiador.

“Costuma-se dizer que, no Banco Central, você deve ser sempre o primeiro dos pessimistas e o último dos otimistas”, afirmou Galípolo. Ele ressaltou que “fazer inovação significa poder errar e aprender com o tempo, e isso é especialmente difícil para o Banco Central”.

“De um lado, o conservadorismo e a prudência, sempre demandados de uma autoridade monetária; de outro, a inovação, que exige assumir riscos, errar e aprender — algo que não costuma ser compatível com o perfil típico da instituição”, completou.