
Nesta terça-feira (3), parlamentares de oposição afirmam ter reunido 278 assinaturas para protocolar o pedido de criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre o Banco Master. O requerimento é do deputado Carlos Jordy e, segundo a articulação, soma 42 senadores e 236 deputados.
O ato de protocolo está marcado para 15h, com saída do Salão Verde da Câmara e deslocamento ao Senado. A instalação da CPMI depende de decisão do presidente do Congresso, o senador Davi Alcolumbre.
Por que a oposição quer CPMI agora
O pedido mira esclarecer a sequência de fatos que colocou o Banco Master no centro do debate público e do mercado. A instituição teve liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em 18 de novembro de 2025, medida formalizada em comunicado oficial.
Desde então, o caso ganhou novas camadas: investigações, disputas judiciais e relatos sobre potenciais impactos em operações envolvendo o sistema financeiro e agentes do mercado.
O que acontece depois do protocolo
Com o requerimento protocolado, o próximo passo é político e regimental. Em outras palavras: cabe ao comando do Congresso definir quando, e se, a CPMI entra na pauta de leitura e instalação. Além disso, a composição e a presidência do colegiado, caso criado, passam a ser disputadas pelos blocos.
Na prática, a decisão de timing é decisiva. Ela define o espaço que a comissão terá para produzir fatos, ouvir autoridades e bancar uma agenda própria em um ano que já nasce com pressão sobre o Congresso.
Pano de fundo do Banco Master e a pressão por esclarecimentos
A liquidação do banco, em novembro, ocorreu após avanço de apurações e ampliou o escrutínio sobre transações e riscos associados. Parte do debate público passou a tratar também de potenciais efeitos em outras instituições e no custo de eventuais medidas de contenção.
É nesse cenário que a oposição tenta transformar o assunto em investigação parlamentar. Ao mesmo tempo, a base do governo e a cúpula do Congresso avaliam o custo de abrir uma CPMI com alto potencial de desgaste, calendário próprio e ampla vitrine política.