Palácio do Itamaraty na Esplanada dos Ministérios (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Palácio do Itamaraty na Esplanada dos Ministérios (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

O governo brasileiro deve realizar, na manhã deste sábado (3), uma reunião de emergência no Itamaraty, em Brasília, para discutir os ataques dos Estados Unidos à Venezuela. O encontro está marcado para as 10h (horário de Brasília) e contará com a participação de diplomatas e representantes das Forças Armadas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve acompanhar a reunião por videoconferência e solicitou atualizações detalhadas sobre a situação. Segundo interlocutores do governo, Lula também avalia antecipar o retorno a Brasília, diante da escalada do conflito na região.

Ataque a mando de Donald Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nas redes sociais, na manhã deste sábado, uma ofensiva norte-americana. Trump afirmou que a ação ocorreu em “grande escala” e resultou na captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, que teria sido levado para fora do país. Até o momento, fontes independentes não confirmaram as informações.

A operação militar teria ocorrido durante a madrugada. O governo brasileiro ainda não se pronunciou oficialmente sobre o episódio.

Venezuela declara emergência nacional

Em resposta aos ataques, o governo da Venezuela decretou emergência nacional e acionou planos de defesa. O ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino, afirmou que o país irá resistir à presença de tropas estrangeiras e classificou a ação como uma violação da soberania nacional.

Escalada de tensões na região

Nos últimos meses, a relação entre Estados Unidos e Venezuela vinha se deteriorando. O Pentágono deslocou um contingente militar para a região do Caribe e realizou ataques a embarcações, sob a justificativa de combate ao narcotráfico. As medidas ampliaram a tensão diplomática e militar no entorno do país sul-americano.

A reunião no Itamaraty ocorre em meio à preocupação do governo brasileiro com os desdobramentos do conflito e seus impactos regionais, incluindo riscos à estabilidade política, econômica e humanitária na América do Sul.