Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O novo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, afirmou nesta quinta-feira (15) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu elevar o combate ao crime organizado a uma “política de Estado”.

A declaração ocorreu após a primeira reunião oficial entre o ministro e o presidente desde a posse. Segundo Wellington, o governo quer ampliar a coordenação entre os Poderes para aumentar a eficácia das ações.

Integração entre Poderes entra no centro da estratégia

O então, ministro defendeu uma atuação conjunta entre Executivo, Ministério Público e Judiciário. Para ele, o enfrentamento ao crime organizado exige alinhamento institucional e respeito às competências de cada órgão.

“O combate ao crime organizado não se limita às ações do Executivo. É essencial que todos os órgãos de Estado atuem de forma coordenada”, afirmou.

Além disso, Wellington destacou que operações policiais e fiscais precisam de continuidade. Segundo ele, investigações só produzem resultados quando denúncias e decisões judiciais acompanham o ritmo das apurações.

Governo prepara novas reuniões e define prioridades

O ministro informou que novas reuniões ocorrerão ainda nesta quinta-feira. O objetivo é definir prioridades da pasta e avançar na formação da equipe do Ministério da Justiça.

Pela manhã, Lula reuniu autoridades para discutir os rumos da segurança pública. Participaram do encontro o vice-presidente Geraldo Alckmin, ministros da área econômica e integrantes do Judiciário.

Também estiveram presentes o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, o ministro do STF Alexandre de Moraes, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

Uniformização de procedimentos pode acelerar resultados

Segundo Wellington, o governo discutiu a padronização de procedimentos entre Receita Federal, Polícia Federal, Ministério Público e Judiciário.

“A ideia é ajustar a engrenagem do Estado. Cada órgão atua em uma etapa diferente, mas precisa falar a mesma linguagem”, disse.

O ministro ressaltou que a proposta respeita a autonomia institucional. Ainda assim, busca reduzir gargalos e aumentar a efetividade das ações contra organizações criminosas.

Com a nova diretriz, o governo sinaliza que pretende tratar a segurança pública como um eixo permanente da agenda estatal, e não apenas como política de governo.