Balanço da gestão

Lula diz que 'ainda há muito a ser feito' em seu governo

O presidente Lula também declarou, durante o evento de balanço do seu governo, que o Brasil adotará medidas em defesa de sua economia

Foto: Edu Mota / BPMoney
Foto: Edu Mota / BPMoney

Em um evento com a presença de mais de três mil pessoas, além de ministros, autoridades e parlamentares, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou nesta quinta-feira (3) um balanço das ações do seu terceiro mandato, com números e realizações dos principais programas sociais.

O evento teve como slogan “Brasil dando a volta por cima”, e foi organizado pela Secretaria de Comunicação da Presidência, comandada por Sidônio Palmeira.

Quem esteve presente no Centro de Convenções de Brasília foi recebido com publicações que apresentavam números e estatísticas de conquistas dos programas do governo federal.

Por toda a área do auditório os convidados puderam assistir vídeos com propagandas dos programas sociais, além da apresentação de números da economia.

No palco principal, duas apresentadoras se revezaram na divulgação de números que avalizariam o discurso de que o governo “reconstruiu” o que havia “sido destruído” pela gestão anterior, de Jair Bolsonaro.

O presidente Lula foi a única autoridade a discursar no evento. Lula leu o seu discurso.

Antes do pronunciamento, Lula assinou decreto que regulamenta o fundo social para que recursos da exploração do pré-sal sejam direcionados para o Minha Casa, Minha Vida.

Outro decreto assinado pelo presidente antecipa o 13º salário para os pensionistas e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). A 1ª parcela será paga em abril e a 2º em maio.

Em sua fala, o presidente Lula declarou que o Brasil adotará medidas em defesa de sua economia. O anúncio foi feito um dia após a Casa Branca comunicar a sobretaxa de 10% sobre mercadorias brasileiras, no que foi chamado “Dia da Libertação”, por Donald Trump.

“Tomaremos todas as medidas cabíveis para defender as nossas empresas e nossos trabalhadores brasileiros”, afirmou o presidente no evento, em uma resposta direta à medida que incluiu o Brasil na nova política tarifária dos Estados Unidos.

Segundo Lula, o Brasil responderá a qualquer iniciativa de impor protecionismo, que, segundo ele, não cabe mais no mundo.

“Somos um país que não tolera ameaça à democracia, que não abre mão de sua soberania, que não bate continência para nenhuma outra bandeira”, afirmou.

Lula afirmou também que o País está no rumo certo, mas que ainda “há muito a ser feito” e que o governo precisa da “ajuda de todos para enfrentar o ódio e a mentira”.

“O Brasil era uma casa em ruínas, uma terra arrasada. Em apenas dois anos de muito trabalho nós arrumamos a casa”, disse Lula.

Para o presidente, o Brasil voltou a sonhar, com condições para deixar de ser o “o eterno país do futuro”.

Lula diz que não há problema em ligar para Trump e discutir tarifas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste sábado que não vê problemas em ligar para o presidente dos EUADonald Trump, para chegar a um acordo e evitar tarifas entre os países, às vésperas da entrada em vigor das taxas norte-americanas, no próximo dia 2.

“Na hora que eu sentir necessidade de conversar com o presidente Trump, eu não terei nenhum problema em ligar para ele”, afirmou Lula a jornalistas em Hanói, durante viagem oficial ao Vietnã, como apontou o Investing. “Na hora que ele achar que tem interesse em conversar comigo, eu espero que ele não tenha problema em ligar para mim. Não é porque nós temos divergências ideológicas que dois presidentes não podem conversar.”

Lula, que tem dito que o Brasil vai recorrer à OMC (Organização Mundial do Comércio) contra as tarifas impostas pelos EUA aos produtores brasileiros, ou mesmo impor tarifas recíprocas, afirmou que o país está negociando com os norte-americanos.

“Antes de fazer a briga da reciprocidade ou a briga da OMC, a gente quer gastar todas as palavras que estão no nosso dicionário para fazer um livre comércio com os EUA”, afirmou o presidente, que lembrou reuniões anteriores do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, com representantes do comércio dos EUA.