Política

Mantega nega que será ministro no governo Lula

Nesta semana, Mantega foi anunciado como parte da equipe de transição

Mantega nega que será ministro no governo Lula
Mantega afirma que não será ministro no governo Lula / Agência Brasil

Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda e membro do grupo de transição do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), anunciou nesta sexta-feira (11) que não será ministro no novo governo.

“O grupo de transição é para ajudar o novo governo a poder governar. As pessoas que estão lá não são um grupo ministerial. É claro que poderão ser escolhidas pessoas que estão lá, mas eu por exemplo não serei ministro. Já estou indicando. Já fui ministro do Planejamento, da Fazenda, e não pretendo ser mais ministro. Eu saio dessa vanguarda e fico na retaguarda, ajudando com conselhos e tudo mais”, afirmou em entrevista à GloboNews.

Nesta semana, Mantega foi anunciado como parte da equipe de transição, onde coordenará o grupo temático de Planejamento, Orçamento e Gestão.

“Essa questão do grupo de transição está sendo superestimada. Inclusive eu tenho recebido congratulações por desempenhar um cargo. Nada disso. O grupo de transição é para ajudar o novo governo a conhecer e modificar a estrutura do governo anterior e poder governar”, disse Mantega.

Lira diz a Lula que irá ajudar com governabilidade

O presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), se reuniu na última quarta-feira (09) com Arthur Lira (PP), presidente da Câmara dos Deputados. O petista disse que não irá interferir na sucessão da Mesa Diretora da casa. Lira, por sua vez, reiterou que pretende ajudar com a governabilidade do novo governo. As informações são da “CNN”. 

“Foi super positiva a conversa. Ambos demonstraram espírito colaborativo. O presidente Lula disse que quer enfrentar a fome, reconstruir o Brasil, voltar o país à normalidade. Lira se colocou à disposição para ajudar a governabilidade do governo Lula”, afirmou o deputado Reginaldo Lopes (PT) à “CNN”.

Segundo Lopes, Lira também demonstrou apoiar a PEC da Transição.

“Ele falou que acha legítima a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Transição porque todos os candidatos defenderam o Auxílio Brasil de R$ 600 na campanha. Falou que tem preferência pela PEC”, afirmou.

O candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi eleito presidente do Brasil na eleição mais disputada da história e exercerá o seu terceiro mandato a partir do dia 1 de janeiro de 2023. Lula teve 59 milhões de votos (51% dos votos válidos) contra 57 milhões (49%) de Jair Bolsonaro (PL), que disputava a reeleição.