
O acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul deve entrar em aplicação provisória em março, segundo afirmou um diplomata europeu à agência Reuters nesta quinta-feira (22), mesmo diante de uma contestação prestes a ser analisada pelo principal tribunal do bloco.
Na quarta-feira (21), parlamentares da UE impuseram um revés ao tratado com Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai ao encaminhá-lo ao Tribunal de Justiça da União Europeia, medida que pode provocar um atraso de até dois anos.
De acordo com o diplomata ouvido pela Reuters, a implementação provisória do acordo UE-Mercosul ocorrerá assim que o primeiro país do bloco sul-americano concluir a ratificação. “Provavelmente será o Paraguai, em março”, disse.
A União Europeia firmou no sábado o maior acordo comercial de sua história com os países do Mercosul, encerrando 25 anos de negociações. A possibilidade de atraso gerou preocupação entre diversas empresas alemãs e entre defensores do pacto, incluindo o chanceler Friedrich Merz.
Durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, Merz afirmou lamentar a decisão do Parlamento Europeu, ressaltando que a medida representou a criação de mais um entrave ao processo.
“Mas não seremos barrados. O acordo com o Mercosul é justo e equilibrado. Não há alternativa se quisermos impulsionar o crescimento econômico da Europa”, declarou o chanceler nesta quinta-feira.