Carlos Bolsonaro
Foto: EFE/Isaac Fontana

O prefeito de Camboriú e ex-governador de Santa Catarina, Leonel Pavan (PSD), criticou publicamente, nesta segunda-feira (19), a possível candidatura de Carlos Bolsonaro pelo estado. Em entrevista ao portal Catarina Notícias, Pavan classificou a articulação do Partido Liberal (PL) como “uma loucura” e disse que a estratégia desrespeita o eleitor catarinense.

Crítica direta à estratégia do PL

Para Pavan, trazer um político de outro estado apenas para disputar uma eleição local revela uma lógica equivocada dentro do partido.

“Acho uma loucura o que o PL está fazendo em Santa Catarina. Trazer um vereador lá do Rio só para ser candidato, como se nós fôssemos um balcão de negócios”, afirmou.

Segundo o ex-governador, Santa Catarina não pode ser tratada como instrumento de estratégias eleitorais nacionais baseadas em emoção ou conveniência política.

Mudança de domicílio eleitoral de Carlos Bolsonaro

Carlos Bolsonaro renunciou ao cargo de vereador do Rio de Janeiro em dezembro de 2025 e transferiu seu domicílio eleitoral para Santa Catarina. Na ocasião, afirmou que deixava a capital fluminense com “o coração cheio de saudade”, mas atendendo ao que chamou de uma “missão maior”.

Além disso, o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Carlos iniciou sua carreira política em 2000, aos 17 anos. Desde então, acumulou 16 mandatos consecutivos na Câmara Municipal do Rio, sendo o vereador mais votado da cidade em duas eleições.

Disputa interna pelo Senado em Santa Catarina

A movimentação do PL em torno da possível candidatura de Carlos Bolsonaro intensificou divisões internas no partido em Santa Catarina. Um grupo defende que a vaga ao Senado em 2026 seja ocupada pela deputada federal Caroline de Toni, com apoio do senador Esperidião Amin (PP).

A disputa expôs um racha entre lideranças que priorizam a estratégia nacional ligada ao ex-presidente Jair Bolsonaro e aquelas que defendem maior autonomia local e uma composição exclusivamente catarinense.

Risco de ruptura partidária

Segundo interlocutores do PL, a eventual candidatura de Carlos Bolsonaro reduziria o espaço para uma segunda candidatura do partido no estado. Em um cenário mais extremo, a deputada Caroline de Toni poderia deixar a sigla para disputar o Senado por outra legenda.

As articulações seguem em andamento e devem continuar gerando tensão dentro do partido ao longo de 2026, à medida que o calendário eleitoral avança.