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O mercado de assessoria e consultoria de investimentos no Brasil entrou em 2025/2026 com números que ajudam a medir o tamanho e o grau de consolidação do setor. Um levantamento baseado em ativos sob custódia (AuC) revela quais são os maiores escritórios independentes do país.

Atualmente, o ranking mostra forte concentração de patrimônio, avanço de escala e amadurecimento do modelo de arquitetura aberta. Além disso, os dados indicam uma mudança estrutural no relacionamento entre investidores e o sistema financeiro.

No topo da lista aparece a FAMI Capital, com R$ 75 bilhões sob custódia. Em seguida, estão a EQI Investimentos, com R$ 51 bilhões, e a Blue3 Investimentos, que administra R$ 45 bilhões.

Top 10 dos maiores escritórios de investimentos do país

Entre os dez maiores escritórios do Brasil, o ranking reúne casas já consolidadas e grupos que ganharam relevância nos últimos anos:

  1. FAMI Capital – R$ 75 bilhões
  2. EQI Investimentos – R$ 51 bilhões
  3. Blue3 Investimentos – R$ 45 bilhões
  4. Monte Bravo Investimentos – R$ 45 bilhões
  5. SVN Investimentos – R$ 33 bilhões
  6. InvestSmart – R$ 30 bilhões
  7. Lifetime Investimentos – R$ 25 bilhões
  8. Manchester Investimentos – R$ 23 bilhões
  9. Alta Vista Investimentos – R$ 16 bilhões
  10. Ável Investimentos – R$ 15 bilhões

Além do top 10, o ranking inclui nomes como Criteria Financial Group, Avin Investimentos (ex-Acqua Vero), Nippur Finance, Portfel, Veddha Investimentos, Nord Wealth, One Investimentos e Origem Invest. Juntas, essas casas reforçam a competitividade do setor.

Consolidação acelera e muda o setor

Nos últimos anos, os dados mostram que o mercado passou por um processo acelerado de consolidação. Escritórios com AuC acima de R$ 30 bilhões já operam com estruturas comparáveis às de instituições financeiras médias.

Além disso, essas casas ampliaram a atuação regional. Muitas passaram a oferecer soluções em crédito, offshore, sucessão patrimonial e produtos estruturados. Como resultado, o modelo ganhou sofisticação.

Esse movimento acompanha a migração de investidores do banco tradicional para escritórios independentes. Em geral, o público busca mais transparência, alinhamento de interesses e diversificação de produtos.

Metodologia do levantamento

Os dados são estimativas para 2025/2026, com base em informações públicas, relatórios oficiais, dados de mercado e divulgações institucionais. Então, o ranking considera ativos sob custódia (AuC), métrica usada para medir escala e relevância.

No conjunto, o levantamento aponta uma tendência clara: o mercado de assessoria de investimentos no Brasil mudou de patamar. Cada vez mais, grandes escritórios operam com volumes comparáveis aos de instituições financeiras tradicionais.