O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello, declarou nesta terça-feira (18) que a pasta busca atrair grandes fundos de pensão e investimentos ao mercado de crédito imobiliário e criticou os níveis atuais da Selic (taxa básica de juros).
O secretário da Fazenda fez as declarações durante o CNN Talks Para o Brasil, em Brasília.
A maior parte do funding do setor atualmente não é originada em grandes investidores, mas na caderneta de poupança, além de mecanismos como a LCI (Letra de Crédito Imobiliário), que recebe recursos, em grande parte, de pessoas físicas.
“Queremos trazer os fundos de pensão, os fundos de investimentos”, disse Mello, de acordo com a “CNN”.
Conforme o secretário, no momento os fundos de pensão, por exemplo, podem ter até 25% dos seus investimentos com foco no mercado imobiliário. Contudo, a proporção fica em cerca de 3% atualmente.
A primeira movimentação para atrair esses players é a utilização da Emgea (Empresa Gestora de Ativos) para reforçar um mercado secundário de crédito imobiliário.
A ideia da Emgea é que ela atue possibilitando que os bancos vendam no mercado as carteiras de recebíveis, que geralmente estão indexadas à TR (Taxa Referencial), e a operação converte a taxa para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que remunera melhor.
“Assim que tivermos taxas de juros mais condizentes com a realidade do país, poderemos dinamizar o mercado secundário e depender cada vez menos da poupança, atraindo novos atores para o mercado imobiliário”, comentou Mello.
Haddad: Fazenda não tem ‘plano B’ para compensar desoneração
Fernando Haddad (PT), ministro da Fazenda do Governo Lula, disse que a equipe econômica da Casa não tem “plano B” para compensar as perdas de arrecadação, advindas da desoneração da folha de pagamentos de 17 setores e dos munícipios.
A declaração ocorreu após a devolução, por parte do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), de trecho da MP (Medida Provisória) que limitava o uso de créditos do PIS/Cofins.
Haddad reconheceu que a reação das companhias à MP “faz parte da democracia”, porém, também enfatizou que, com a rejeição da medida, o Senado assume a responsabilidade de encontrar outra saída, de acordo com o “Suno”.