JBS (JBSS3) cria unidade de negócio para alugar caminhões elétricos

A “No Carbon” já tem 31 veículos em circulação e deve reduzir os custos logísticos da empresa

A JBS (JBSS3) criou uma nova unidade de negócio para fazer a logística de cargas refrigeradas ao varejo. A “No Carbon”, novo braço do conglomerado, já está operando uma frota de 31 caminhões elétricos. Os veículos devem ser alugados a transportadoras que prestam serviços à empresa, no esforço de avançar sua agenda de sustentabilidade e reduzir os custos com entregas no médio e longo prazo.

A JBS assumiu o compromisso de se tornar “net zero” em 2040, ou seja, zerar o balanço líquido das emissões de gases de efeito estufa em toda sua cadeia de valor. A companhia calcula que cada caminhão elétrico poupa a liberação de cerca de 30 toneladas de gás carbônico na atmosfera por ano. Por isso, a intenção do grupo é que a “No Carbon” se torne a primeira empresa brasileira especializada em aluguel de veículos elétricos de cargas frias, disse a diretora executiva de novos negócios, Susana Martins Carvalho, à Reuters. 

Outro ponto crucial nessa nova aposta da companhia é a redução de custos com a ponta logística. Segundo o diretor executivo da nova operação, Armando Volpe, o veículo elétrico tem menos gastos de manutenção do que um caminhão convencional. Produzido pela Jac Motors, o ativo tem um custo de aquisição mais alto, admitiu o executivo. Mas ele pondera que, por ter menos peças, as despesas do caminhão compensam os investimentos no médio e longo prazo.

A autonomia do veículo é de até 150 quilômetros por dia, considerada sua capacidade de transportar até quatro toneladas de carga resfriada e congelada. Para Volpe, essa funcionalidade torna a frota eletrificada a melhor opção para rodar nos centros urbanos. Hoje, os 31 caminhões da “No Carbon” circulam distribuindo produtos das marcas Friboi, Seara e Swift – pertencentes ao grupo JBS – em diferentes regiões dos estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e do Distrito Federal.

A expectativa da JBS é expandir a frota e até mesmo abrir a possibilidade para locação dos veículos a empresas de outros setores, como redes varejistas e do e-commerce. Na entrevista à agência de notícias, Volpe afirmou que, mesmo com poucos meses de operação, a demanda pelos veículos elétricos da “No Carbon” já é alta, por arrefecer o impacto dos preços da gasolina e do diesel nos custos das transportadoras.